Faça diferença!! Seja diferente!!



"É necessário abrir os olhos e descobrir o potencial que está dentro de você. O importante não é pensar como os outros pensam, e sim fazer a diferença diante das circusnstâncias, aproveitar o momento e aprender dentro de sua limitação, pois a luz está nos olhos de quem saber ver".


Sejam bem vindos!

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sábado, 18 de julho de 2015

Multa por estacionar em vaga de deficiente fica quase três vezes mais cara.







Motoristas multados por estacionar em vagas destinadas a pessoas com deficiência terão uma conta mais cara para pagar a partir de janeiro de 2016. A mudança no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) foi feita pela Lei nº 13.146, de 06 de julho de 2015, que cria a política Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.

O texto altera o artigo 181, inciso XVII do CTB que atualmente prevê penalidade leve, com três pontos na CNH e pagamento de R$ 53,20. Agora, estacionar o veículo em vagas de deficiente é infração grave, com cinco pontos no prontuário e multa de R$ 127,69, uma aumento de 140%. E como já estava previsto, o veículo pode ainda ser removido pela autoridade e trânsito.

“A nova redação endurece a pena porque o bom senso não está sendo suficiente. Se os motoristas respeitassem o direito ao estacionamento preferencial, não seria necessário mudar a Lei. Infelizmente, muita gente ainda pensa que não tem problema usar a vaga só por um minutinho. Assim, o legislador teve de apelar para o bolso”, destaca o presidente da Associação Nacional dos Detrans e diretor-geral do Detran Paraná, Marcos Traad.

Além de alterar a gravidade da infração, a Lei 13.146 prevê que as vagas de deficientes deverão ter placas de indicação do uso e dados sobre as infração por estacionamento indevido. Segundo legislação em vigor, 2% das vagas em vias públicas nos municípios devem ser destinadas a deficientes e 5% para idosos. 

Em outra alteração, a Lei mudou o Art.2 do CTB, que tipifica como ‘via terrestre’ as vias internas pertencentes aos condomínios constituídos por unidades autônomas e as vias e áreas de estacionamento de estabelecimentos privados de uso coletivo. Ou seja, nesses casos a via também está sujeita às regras do código.

Publicada no dia 7 de julho deste ano, a Lei entra em vigor em 180 dias, ou seja, a partir de janeiro de 2016.


 
 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Pessoas com deficiência ganham mais direitos

Os brasileiros e as brasileiras passam a contar, a partir desta segunda-feira (6), com uma série de direitos garantidos pela legislação. A presidenta Dilma Rousseff assinou a Lei Brasileira de Inclusão. Trata-se de um avanço que consolida de vez as políticas do programa Viver sem Limites, criado por Dilma em 2011.
“Esse estatuto, essa lei, é uma dessas leis que removem barreiras ao pleno exercício de direitos das pessoas com deficiência”, afirmou a presidenta. “É uma grande contribuição para que as pessoas possam viver sem limites.”
A proposta inicial da lei foi do senador Paulo Paim (PT-RS), que fez um projeto de estatuto no ano de 2003. No Congresso Nacional, houve uma série de contribuições de parlamentares atuantes neste segmento, como o senador Romário (PSB-RJ) e a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP).
“A tolerância e convivência com o diferente tem que ser um valor moral e ético para cada um de nós”, assinalou Dilma. “É um atestado de cidadania. É uma luta que só engrandece o nosso país. Reconhecer direitos torna este país muito melhor.”
Avanços 
A Lei Brasileira de Inclusão cria, por exemplo, o “auxílio-inclusão” que será pago a quem entrar no mercado de trabalho. Também haverá reserva de 10% das vagas em exames de seleção de cursos de ensino superior para pessoas deficiência. As novas regras definem ainda pena criminal de um a três anos por atos de discriminação.
O ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Pepe Vargas, disse que a sanção da Lei Brasileira de Inclusão é um dia de comemoração após 15 anos de tramitação do projeto no Congresso.  “A lei vai fortalecer as políticas do Viver sem Limites, que integram vários ministérios e articulam ações com estados e municípios.”
Para o presidente do Conselho Nacional das Pessoas com Deficiência, Flávio Henrique de Sousa, a sanção da lei é um marco importante para 45 milhões de pessoas que têm algum tipo de deficiência. Ele avaliou que agora o tema está definitivamente na pauta de discussões das politicas públicas.  
“É bom para o Brasil mostra que tem acesso, parcerias, e coloca as pessoas com deficiência na pauta dos direitos humanos”, ressaltou Sousa.
Políticas existentes 
Em seu discurso, a presidenta fez questão de lembrar o conjunto de ações e programas destinados às pessoas com deficiência. No Viver sem Limites, o governo passou a fazer busca ativa de crianças e adolescentes que estão fora das salas de aulas. Os imóveis do Minha Casa Minha Vida são adaptados às necessidades das pessoas.
Dilma lembrou que, na área de previdência social, foi reduzido o tempo mínimo de contribuição para que a pessoa com deficiência tenha acesso à aposentadoria. Também houve uma melhoria no atendimento para avaliação da capacidade funcional de cada pessoa.
“A Lei Brasileira de Inclusão é um passo a mais para fortalecer a nossa democracia. Com ela, nos comprometemos com o tratamento diferenciado que reconhece e respeita a diversidade, porque só assim alcançaremos a igualdade de oportunidades para todos”, acrescentou a presidenta.
Fonte:

segunda-feira, 5 de maio de 2014

SÍNDROME PÓS-PÓLIO

Síndrome de pós-pólio é uma segunda batalha para quem teve a doença

Algumas pessoas que tiveram poliomielite na infância podem enfrentar dores e complicações na vida adulta. Como a pólio foi erradicada, há uma grande desinformação sobre a doença, principalmente no meio médico

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Luciane EvansPublicação:04/05/2014 16:57Atualização:04/05/2014 18:04
“Só descobri o que tenho por meio da internet”, revolta-se a funcionária pública Maria Eunice Macedo, de 49 anos. Infectada pelo vírus da poliomielite na infância, o que lhe trouxe como sequelas uma perna atrofiada e problemas na coluna, ela, recentemente, começou a sentir dores insuportáveis pelo corpo e diz estar perdendo aos poucos os movimentos do braço esquerdo. Procurou vários especialistas, que não lhe deram um diagnóstico exato. Por sites e conversas com outros portadores da doença, Eunice chegou a conclusão de que sofre da síndrome da pós-poliomielite (SPP). Considerada a segunda batalha de alguns que foram infectados pela pólio, essa nova condição vem carregada de complicações graves aos pacientes e não é conhecida por muitos médicos, o que dificulta ainda mais o tratamento. “A medicina não se preparou para o nosso futuro”, lamenta a funcionária pública.
'A medicina não se preparou para nosso futuro', lamenta Maria Eunice (Marcos Vieira/EMDAPress)
"A medicina não se preparou para nosso futuro", lamenta Maria Eunice
E ela tem razão. “O estado, a medicina e a sociedade foram omissos em relação a esses pacientes da pólio. Fomos negligentes”, critica o neurologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Acary Souza Bulle Oliveira. Membro fundador da Associação Brasileira da Síndrome do Pós -Pólio, o especialista diz que, com a chegada da vacina no país em 1989 e a erradicação da doença, atualmente os cursos de medicina não falam para os futuros profissionais sobre a poliomielite, ainda que haja muitos pacientes sobreviventes. Segundo Oliveira, há aqueles que tiveram comprometimento dos membros, geralmente inferiores, e carregam sequelas desde leves até graves. Desses, 70% vão enfrentar a segunda batalha e, geralmente, são mulheres que sofreram a poliomielite aos 3 anos de idade.

Mas essas pessoas envelheceram, algumas foram submetidas a cirurgias e todas tiveram que se adaptar às limitações que o vírus trouxe. “São pessoas lutadoras, que foram para o mercado de trabalho e levaram a vida, mesmo com suas dificuldades de locomoção”, comenta Acary. Mas, agora, depois de 30, 40 anos da doença original, para alguns, conforme diz o especialista, os corredores começaram a ficar maiores e as escadas parecem mais altas. “Essa fraqueza mais acentuada não vem sozinha. Ela traz dores, fadiga, transtornos de sono. Essa pessoa se vê mais limitada, e aí há o risco de desenvolver uma depressão e a ansiedade”, acrescenta o neurologista. São esses sintomas que fazem parte da chamada síndrome da pós-poliomielite. “Ninguém sabe, ninguém fala. Para aliviar minha dor, tomo analgésico todos os dias. Você procura um ortopedista e ele fala que houve uma lesão no tendão e pronto”, reclama Maria Eunice.

Definida como uma desordem neurológica, ela produz um conjunto de manifestações clínicas. “Mas não quer dizer que todos que tiveram a poliomielite a terão. Há cinco décadas, as pessoas com poliomielite morriam mais cedo. Hoje em dia, com os avanços da medicina, elas estão vivendo mais, assim como a população em geral. Então, quando essas pessoas chegam aos 40 anos, a síndrome aparece”, afirma a neurologista e presidente da Sociedade Mineira de Neurologia, Rosamaria Peixoto Guimarães.

Essa segunda batalha da pólio tem como sintomas a fraqueza, que pode ser progressiva, fadiga, dor muscular ou articular, nova atrofia muscular, insuficiência respiratória, alterações no sono e intolerância ao frio. Rosamaria destaca, como principais, a fraqueza nos membros já afetados pela pólio, dores musculares, fadiga e cãibra. “A poliomielite, geralmente, causa atrofia nos membros inferiores. A pessoa consegue viver estável muitos anos da sua vida. Quando vem a síndrome, é como se houvesse uma piora”, acrescenta Rosamaria. “Há uma exacerbação das dores musculares, há fraquezas, pode aparecer até mesmo uma dor de cabeça intensa. Todos os sintomas dificultam as atividades diárias do paciente”, comenta o médico fisiatra, reumatologista e o presidente da Associação Brasileira de Medicina Física e de Reabilitação, Jomar de Abreu Cunha.

AUSÊNCIA DE ESTATÍSTICAS
Há várias descrições de casos da síndrome pós-pólio (SPP) desde 1875, especialmente relacionados a epidemias que ocorreram na primeira metade do século 20, em várias partes do mundo. Foi, contudo, na década de 1970 e início dos anos 1980 que se observou uma procura crescente de sobreviventes da poliomielite aos serviços de saúde relatando esses novos sintomas, primeiramente, interpretados como de natureza psicológica. Atualmente, não existem estatísticas precisas sobre o número de portadores da SPP no Brasil. Somente em 2010 a enfermidade foi incluída no Catálogo Internacional de Doenças (CID 2010), graças a um trabalho desenvolvido por pesquisadores brasileiros na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Acary Souza Bulle Oliveira é um dos responsáveis pelo ingresso da síndrome na CID, que tem como código o G14. “A pós-pólio não pode ser considerada uma sequela da poliomielite. É uma condição, o que permite à pessoa que sofre com a síndrome se aposentar”, comenta.

QUEM DEVE ESTAR ALERTA PARA A DOENÇA

» Quem teve poliomielite aguda – ou paralisia infantil – quando criança ou adolescente;

» É mais comum que a síndrome pós-pólio se manifeste em pessoas com histórico de poliomielite paralítica grave. Mas aquelas que ficaram com sequelas mínimas, quase imperceptíveis, como um músculo um pouco mais frágil, também podem desenvolver a doença;

» Há casos de pessoas com pós-pólio que tiveram poliomielite, mas não sabiam, pois o vírus não chegou a provocar paralisia. Poucos casos são conhecidos, mas eles existem.

SINTOMAS MAIS COMUNS

Os sinais da doença são semelhantes aos do envelhecimento precoce

» Fraqueza muscular, tanto em músculos afetados previamente pela poliomielite como em partes que não foram acometidas
» Dor nos músculos e articulações
» Fadiga
» Intolerância ao frio
» Dificuldades respiratórias
» Problemas para dormir


DEPOIMENTO: Simone Conceição Santos Teodoro - de 42 anos
“Aposentei-me por invalidez. Contaminada pela poliomielite quando tinha 1 ano e seis meses, estou desde os 33 em uma cadeira de rodas, por recomendação médica. Agora, sofro de insônia, dores musculares e tenho dificuldades para me movimentar. Minha musculatura está cada dia mais fraca. Já passei por médicos que me disseram que tinha que me acostumar com a dor, e que seria para a vida inteira”

 

sábado, 15 de setembro de 2012

Paralimpíadas

Paralimpíadas O Brasil saiu de Londres com sentimento de missão cumprida. A Delegação Paralímpica Brasileira tem razões de sobra para comemorar seu desempenho nos Jogos de Londres. Além do total de 43 medalhas (21 ouros, 14 pratas e oito bronzes), o recorde de medalhas douradas brasileiras em Jogos Paralímpicos garantiu ao País o sétimo lugar no quadro geral, uma posição histórica e que atingiu a meta estabelecida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). "Nosso desempenho foi espetacular, ainda mais se levarmos em conta que os outros países também registraram um salto qualitativo no último ciclo", afirmou o presidente do CPB, Andrew Parsons. E este salto foi nitidamente expressado na distribuição das medalhas paralímpicas. Em Pequim, há quatro anos, a concentração de pódios nas mãos das principais potências esportivas foi bem menor que em Londres. A Ucrânia, por exemplo, obteve a quarta colocação com 24 ouros, um total que só valeria a sétima posição em Londres. "Nós nunca fizemos nosso planejamento com base no entusiasmo, mas sim com um trabalho técnico de muita análise das informações disponíveis. Sabíamos que a meta era ousada, mas factível, mesmo sabendo que os países com quem disputamos têm mais recursos financeiros e uma melhor estrutura", completou o presidente. Apesar de o Brasil ter conquistado quatro medalhas a menos que em Pequim e subido ao pódio em sete modalidades, contra dez em 2008, Parsons ressaltou que o aumento no número de ouros era a prioridade. Ele apontou também para as medalhas inéditas conquistadas na Esgrima em Cadeira de Rodas (ouro) e Goalball (prata) e para fatores como a exclusão de provas do programa da Natação e lesões como a de Yohansson Nascimento nos 100m do Atletismo, que tirou do Brasil um pódio praticamente certo. "Em esportes como o Ciclismo e o Remo, estivemos muito perto do pódio. Se dois décimos de segundo vão decidir o que é fracasso ou vitória, há algo de errado com essa medida", afirmou o presidente. "Estamos felizes com algumas conquistas inéditas e frutos de muito planejamento, trabalho e investimento do CPB: como a evolução do Goalball, do Vôlei e da Esgrima, a consolidação da Bocha, o aumento de atletas campeões no Atletismo, entre outros. Temos atletas promissores em modalidades que não subiram ao pódio, como Remo, Tênis de Mesa e Tênis em Cadeira de Rodas. O trabalho para 2016 já começou", acrescentou . Parsons lembrou que o sucesso aumenta a responsabilidade do Brasil para as Paralimpíadas do Rio. A meta anunciada em 2009 era a de brigar pelo quinto lugar, o que em tese exigiria do Brasil, com base nos resultados de Londres, pelo menos 32 ouros em 2016. "Faremos uma análise detalhada dos resultados, mas isso não significa dizer que voltaremos atrás da meta ou algo parecido. O melhor teste que temos de nosso planejamento é a Paralimpíada e temos de levar em conta a realidade esportiva. Poderemos concluir que dá para brigar pelo quarto lugar, por exemplo. Somos um dos países que mais cresceram em termos de desempenho paralímpico, mas precisamos agora estar cientes de que vamos brigar apenas com os grandes", afirmou Andrew Parsons. O presidente do CPB disse esperar que o resultado em Londres e a chegada das Paralimpíadas à América do Sul sejam um catalisador para investimentos no esporte, sobretudo por parte da iniciativa privada. "Lamento que a iniciativa privada ainda não veja o esporte paralímpico como uma oportunidade de investimento, comunicação com o público e de associação com a imagem de um Brasil que vence e se supera." Parsons, no entanto, fez questão de agradecer o apoio recebido no último ciclo paralímpico, incluindo o de órgãos públicos no plano federal, estadual e municipal. "Não conseguimos nada sozinhos, trabalhos em conjunto e em harmonia com órgãos públicos, confederações, clubes e atletas. É tudo feito com várias mãos." O CPB já identificou as prioridades na preparação para o próximo ciclo paralímpico. Segundo o presidente, áreas como a renovação na Natação e um aumento de investimento em modalidades como Ciclismo e Halterofilismo estão no topo de uma lista que também inclui o maior intercâmbio com outras nações. Um exemplo é o início de negociações com o Comitê Paralímpico Chinês para uma parceria de trocas de experiências. "Estamos nos mexendo e acredito que demos um exemplo de planejamento e gestão esportiva. Queremos que o Brasil tenha o esporte paralímpico como parte de sua cultura. O desempenho de elite é apenas um lado de nosso trabalho, mas é importantíssimo para essa missão", finalizou. Fonte: CPB